Descoberta pode facilitar o diagnóstico da dengue hemorrágica

 

Brasileiros revelam uma molécula que, quando em excesso no sangue, sinaliza essa versão mais grave da doença. Será que teremos um exame no futuro?

Um estudo brasileiro identificou que certas moléculas presentes no nosso sangue

Um estudo brasileiro identificou que certas moléculas presentes no nosso sangue podem indicar a evolução da dengue para sua forma mais grave, a hemorrágica. Segundo os cientistas envolvidos, o vírus ajuda a aumentar a quantidade de fosfotidilcolinas, uma partícula que age contra a coagulação e, em excesso, desbalanceia os processos que evitam as hemorragias.

A pesquisa, portanto, revelou um marcador sanguíneo que facilitaria o diagnóstico da dengue hemorrágica. Ela foi desenvolvida pela Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) e pela Escola de Medicina de São José do Rio Preto (Famerp), com o apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp).

O estudo e o exame que pode sair dele

Publicada no períodico Scientific Reports, a pesquisa descreve a evolução da dengue hemorrágica a partir da análise de 20 pacientes tratados no Hospital de Base da Famerp.

De acordo com o estudo, o vírus assume o controle do metabolismo das células infectadas para se replicar. Essa atuação gera um aumento na concentração da tal fosfotidilcolina, que dificulta a coagulação do sangue e é um indicativo da febre hemorrágica.

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