Em paz com a comida: saiba como tratar pessoas bulímicas

Em paz com a comida: saiba como tratar pessoas bulímicas

Fonte: Sophie Deram

Em paz com a comida: saiba como tratar pessoas bulímicas

A pressão estética que enfrentamos hoje em dia coloca milhares de pessoas – sobretudo, as mulheres – em um risco constante de desenvolver transtornos alimentares. Não é à toa que as clínicas estão cheias de gente procurando saber como tratar pessoas bulímicas, uma prova real de que esse tipo de distúrbio é cada vez mais comum.

Que tipo de abordagem é mais eficaz? Como reconstruir essa relação com o corpo e com a comida, tão abalada por conta desse quadro? As dúvidas são muitas e a angústia é grande, especialmente para pais, mães e amigos de pessoas que enfrentam a bulimia nervosa, que nem sempre sabem como lidar.

Em primeiro lugar, é preciso entender que ninguém é obrigado a ter uma resposta pronta sobre como tratar pessoas bulímicas, afinal, temos que admitir que por muitos anos esse tipo de problema foi tratado como tabu.

Felizmente, hoje temos mais famosos falando abertamente sobre o assunto, filmes, livros e uma infinidade de fontes de informação a respeito do tema, o que pode ajudar a ampliar a consciência e até mesmo prevenir que o quadro avance.

Talvez a coisa mais importante a ser compreendida é que a bulimia nervosa é uma doença psiquiátrica e que a pessoa precisa de apoio, não de julgamento.

Lamentavelmente, as desordens mentais ainda são tratadas com preconceito por muita gente, consideradas como “frescura” ou “fraqueza”. Então, se você tem interesse em saber como tratar pessoas bulímicas, seria interessante ter isso em mente.

Primeiro passo para saber como tratar pessoas bulímicas: identificando-a!

Antes de saber como tratar pessoas bulímicas, é preciso compreender os sinais que apontam a presença do distúrbio. O diagnóstico, no entanto, não é algo simples, porque os sintomas não são tão evidentes quanto os da anorexia.

A bulimia é caracterizada por episódios de compulsão, em que o paciente come de forma descontrolada, em uma quantidade muito grande, e em um espaço muito curto de tempo. Isso gera uma enorme culpa, e a pessoa tenta se livrar dessas calorias a todo custo, agredindo o próprio corpo: induzindo o próprio vômito, usando laxantes, diuréticos e/ou inibidores de apetite. A pessoa pode também passar muitas horas na academia, se submeter a longos períodos de jejum e a dietas super restritivas.

Se você sente culpa ao comer, assista ao vídeo que pode te ajudar com informações importantes:

Como estes episódios bulímicos acontecem, de um modo geral, longe dos olhos dos familiares, o problema pode passar despercebido. Então, vale ficar atento a mudanças comportamentais como isolamento, negação de eventos que envolvam comida, preocupação exagerada com imagem corporal, com o peso e o valor calórico dos alimentos.

Assim como qualquer outro problema de saúde, quanto antes for identificado, maiores são as chances de sucesso no tratamento.

Como tratar pessoas bulímicas?

É o psiquiatra que faz o diagnóstico. A bulimia nervosa é confirmada se os episódios aconteceram pelo menos uma vez por semana por três meses seguidos. O tratamento, como no caso de outros distúrbios alimentares, ocorre de forma multidisciplinar, com nutricionista, psicólogo e psiquiatra. Nos quadros mais severos, pode ser necessário o uso de medicamentos específicos.

Quando falamos sobre como tratar pessoas bulímicas do ponto de vista nutricional, é muito importante buscar um especialista em transtornos alimentares. Porque este especialista está capacitado para ajudar o paciente a desconstruir mitos impostos pela cultura das dietas, que só contribuem para trazer ainda mais desequilíbrio (como contagem de calorias, alimentos “vilões”, restrições radicais, etc).

O trabalho será focado em reconstruir a relação do paciente com os alimentos, priorizando fazer as pazes com a comida e o corpo. Já está comprovado que dietas restritivas são um grande gatilho para se desenvolver bulimia, anorexia e compulsão, então, o nutricionista vai trabalhar com o paciente para que ele deixe de acreditar nesse tipo de método de restrição para controlar o corpo baseado na privação e no sofrimento.

Em casa: mensagem positiva!

Além de saber como tratar pessoas bulímicas com a ajuda de profissionais, é muito importante também entender como lidar com o quadro dentro de casa. Já sabemos que a origem da bulimia é multifatorial, e pode incluir questões genéticas e psicológicas, traumas, histórico de bullying na infância e adolescência, etc.

Também já está bastante claro que o meio ambiente exerce um peso muito grande na forma como a pessoa que sofre de bulimia lida com o transtorno. Por isso, se você convive com alguém que enfrenta esse distúrbio, pode fazer sua parte tentando criar uma atmosfera mais tranquila e motivadora, para incentivar a sensação de paz com a comida e o corpo.

É preciso estimular uma mensagem positiva e os pais têm um papel muito importante nisso, desencorajando dietas radicais e a cobrança pelo “corpo perfeito”. Às vezes, a família toda precisa rever sua relação com a comida!

O foco da nossa alimentação deveria ser manter nossa saúde, e não ter um apelo estético que só gera ansiedade e angústia. “Se comer isso, vai engordar”. Quem nunca falou essa frase? Pois é esse tipo de pensamento que faz as pessoas se sentirem envergonhadas, diminuídas e culpadas por comer ou por ganhar peso.

Precisamos aprender a respeitar as particularidades de cada um – padrão de beleza não tem nada a ver com saúde. Vamos incentivar a busca pela autoestima de outras formas: valorizando qualidades que não estejam necessariamente ligadas à forma corporal; buscando conhecimento e reforçando os laços com pessoas queridas.

Cuidando do nosso corpo com carinho, respeitando nossa fome, se alimentando com qualidade e com mais comida in natura, fresca e caseira, e fazendo atividades físicas que tragam prazer, e não como um “fardo” ou uma punição por comer demais.

Todos nós podemos ser modelos positivos para pessoas que estão enfrentando dificuldades com relação à própria imagem e estão perdidas com a alimentação. Vamos praticar?

E se você chegou até aqui porque está enfrentando este problema, ou sente que está em risco de desenvolver o quadro, não tenha vergonha de conversar com alguém e procurar ajuda.

Sua saúde é o seu bem mais precioso! E comer pode ser um prazer maravilhoso a partir do momento que você se reconectar com seu corpo!

Mas lembre-se, o diagnóstico de um médico é essencial antes de iniciar qualquer tratamento, combinado!

 

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