Lula diz que Bolsonaro foi eleito para ‘governar para o povo, não para milicianos do Rio

Lula diz que Bolsonaro foi eleito para ‘governar para o povo, não para milicianos do Rio
Ex-presidente falou à militância em um palanque montado ao lado do Sindicato dos Metalúrgicos e fez críticas ao juiz Sergio Moro e ao procurador Deltan Dallagnol

SÃO PAULO — Em um ato político realizado um dia depois de ter deixado a cadeia , o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva voltou a fazer duros ataques à pessoa e ao governo do presidente Jair Bolsonaro . Lula acusou-o de governar para “milicianos” e cobrou explicações sobre a morte da vereadora Marielle Franco . O discurso de 46 minutos foi feito de cima de um palanque montado no Sindicato dos Metalúrgicos , em São Bernardo do Campo, mesmo local em que ele falou à militância minutos antes de ser preso, em 7 de abril de 2018.


— Tem gente que fala que precisa derrubar o Bolsonaro. Tem gente que fala em impeachment. Veja, o cidadão foi eleito. Democraticamente, aceitamos o resultado da eleição. Esse cara tem um mandato de quatro anos. Mas ele foi eleito para governar para o povo brasileiro, e não para governar para os milicianos do Rio de Janeiro — disparou, numa referência a notícias que indicam proximidade da família Bolsonaro com policiais e ex-policiais acusados de envolvimento com milícias.

Lula também mencionou o caso da vereadora Marielle Franco, assassinada no ano passado no Rio de Janeiro. Há duas semanas, o nome de Bolsonaro foi mencionado pela primeira vez na investigação.

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— Ele não pode fazer uma investigação do que eles fizeram para matar a Marielle. Não é a gravação do filho dele que vale. É preciso que haja uma perícia séria para que a gente saiba definitivamente quem matou a nossa guerreira chamada Marielle, a grande vereadora do Rio de Janeiro, a grande companheira defensora das mulheres — disse.

Em depoimento, um porteiro do condomínio Vivendas da Barra, no Rio, afirmou que registrou a casa onde morava Bolsonaro como destino do ex-policial militar Élcio de Queiroz, suspeito de matar a vereadora, no dia do crime, em março de 2018. O porteiro também disse que identificou a voz do “Seu Jair” ao autorizar a entrada de Queiroz, horas antes do assassinato. Naquele dia, o então deputado Jair Bolsonaro estava em Brasília, como mostram os registros da Câmara. Posteriormente, um áudio apontou que o suspeito não foi à casa de Bolsonaro, de acordo com o Ministério Público do Rio. A perícia da gravação, porém, foi criticada por não ter analisado o sistema de gravação de conversas da guarita, mas apenas áudios cedidos pelo síndico. Esta semana a Polícia Civil do Rio apreendeu o sistema de mídia do condomínio e a Polícia Federal instaurou um inquérito para apurar se o porteiro cometeu crime ao mencionar o nome do presidente.

 

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