O que é a doença arterial periférica

O que é a doença arterial periférica: sintomas, prevenção e tratamento

Saiba como tratar ou evitar a doença arterial periférica. Ela está por trás de sintomas como cansaço e dores nas pernas – e pode sinalizar infarto e AVC

Se as pernas doem quando você caminha, mesmo que pouco, tome cuidado: pode ser a doença arterial periférica. (Foto: Luiz Lhacer/SAÚDE é Vital)

A doença arterial periférica (DAP) prejudica a circulação do sangue nas pernas e provoca, entre outras coisas, dor na hora de caminhar. Na maioria das vezes, a obstrução ocorre quando há acúmulo de placas de gordura e perda de flexibilidade nas paredes dos vasos sanguíneos, além de excesso de inflamação no local.

Com isso, a passagem do líquido vermelho se estreita até que fecha de vez. Em última instância, o bloqueio leva até a amputações.

Esse quadro também é um sinal de que há algo errado em outros vasos do corpo. Tanto é que indivíduos com a doença arterial periférica (DAP) correm um risco 60% maior de ter entupimentos nas artérias que irrigam o coração e o cérebro. Daí, o perigo de infarto e AVC dispara.

Sinais e sintomas da doença arterial periférica
•Fisgadas na perna, especialmente na panturrilha
•Sensação de fadiga nas pernas
•Claudicação intermitente (sensação de cãibra ao caminhar ou se exercitar), com melhora ao parar de mexer as pernas
•Perda de pelos nas pernas e unhas dos pés enfraquecidas
•Coloração mais esbranquiçada dos membros inferiores
•Infecções constantes nos pés

Causas e fatores de risco
•Tabagismo
•Idade acima de 50 anos
•Excesso de peso
•Diabetes
•Hipertensão
•Colesterol alto

A prevenção

Ajustes no estilo de vida mantêm os vasos sanguíneos saudáveis por mais tempo: vale parar de fumar, perder peso e controlar a pressão arterial e a glicemia. Exercícios físicos, além de melhorar a circulação, combatem a maioria dos processos que levam à DAP, como obesidade e hipertensão.

A dieta equilibrada também faz diferença. Frutas, legumes e verduras oferecem substâncias com ação antioxidante e anti-inflamatória, que fazem bem para as artérias. Já gorduras saturadas, sal e açúcar devem ser consumidos com moderação.

O diagnóstico

O índice tornozelo-braquial, exame clínico que compara a pressão arterial nos braços e nas pernas, é o principal exame para diagnosticar a doença arterial periférica. Se a pressão for menor nos membros inferiores — com uma diferença igual ou maior do que 0,9 — é provável que a DAP esteja instalada.

O diagnóstico precoce, cabe ressaltar, ajuda a evitar as consequências desse problema. Fique de olho nos sintomas e, acima de tudo, converse com um médico.

O tratamento

O primeiro passo é eliminar ou reduzir ao máximo os agentes que causam a obstrução. Não há medicamentos específicos, mas o médico pode prescrever anticoagulantes de última geração para tentar evitar entupimentos.

O exercício também faz parte do tratamento, porque estimula a circulação colateral – ou seja, a formação de pequenos vasos vizinhos das artérias que dão uma força para o fluxo sanguíneo na região.

Caminhadas diárias já ajudam, mas o ideal é contar com orientação especializada de um profissional de educação física. Até porque às vezes a atividade física pode provocar dores nas pernas – e o ajuste fino para minimizá-las necessita da visão de um expert.

Em quadros mais severos, uma cirurgia minimamente invasiva coloca um stent na artéria com problemas. A rede metálica abre o caminho e facilita a passagem de sangue pelo local.

 

EXERCÍCIO, SAÚDE E BELEZA

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