vião da Lion Air

vião da Lion Air que caiu na Indonésia forçou nariz para baixo contra vontade dos pilotos, aponta relatório

Nariz do Boeing 737 Max 8 da Lion Air foi forçado para baixo mais de duas dúzias de vezes durante os 11 minutos de voo, aponta documento preliminar. Gravações são consistentes com teoria de que leituras automáticas incorretas causaram acidente.

O avião Lion Air que caiu na Indonésia em 29 de outubro, com 189 pessoas a bordo, forçou o nariz para baixo contra vontade dos pilotos por diversas vezes durante o voo, aparentemente por um sistema automático recebendo leituras incorretas do sensor.

A informação consta de um relatório preliminar sobre o acidente, que será divulgado pelas autoridades da Indonésia na quarta-feira, mas teve seu conteúdo adiantado pelo “New York Times” nesta terça (27).

De acordo com o documento, os registros mostram que os pilotos tentaram reverter a situação desde o início do voo. Eles até conseguiram, em mais de duas dúzias de vezes.

Após 11 minutos de voo, no entanto, os pilotos perderam o controle e não conseguiram mais erguer a ponta do equipamento, que afundou no oceano a 450 milhas por hora.

Os dados gravados na caixa-preta são consistentes com uma teoria já apresentada por alguns especialistas, de que as leituras incorretas forçaram o M.C.A.S., um sistema computadorizado que a Boeing instalou em sua nova geração de 737, a forçar repetidamente o nariz para baixo.

Autoridades mostram caixa preta do avião da Lion Air, recuperada no Mar de Java — Foto: Pradita Utama / AFPAutoridades mostram caixa preta do avião da Lion Air, recuperada no Mar de Java — Foto: Pradita Utama / AFP

Autoridades mostram caixa preta do avião da Lion Air, recuperada no Mar de Java — Foto: Pradita Utama / AFP

O sistema, presente na linha Max dos 737, lançada em 2017, evita que essa parte da aeronave fique erguida demais, o que causaria uma parada.

O avião usado no voo JT-610 da Lion Air era um Boeing 737 Max 8, que havia sido entregue à companhia em agosto deste ano.

Novo sistema

Segundo o “New York Times”, muitos pilotos reclamam que não foram totalmente informados sobre o funcionamento do M.C.A.S., também chamado de sistema de aumento de características de manobra.

O jornal afirma que, segundo os pilotos, nas versões mais antigas de um 737, o problema do nariz sendo forçado para baixo de forma inadequada – uma situação conhecida como “estabilizador de fuga” – poderia ser resolvida puxando a coluna de controle na frente dos controladores.

Mas, citando informações que receberam após o acidente, nas novas aeronaves Max essa medida não funciona.

Segundo as gravações obtidas do JT-610, os pilotos forçaram suas colunas de controle, sem sucesso, antes de o avião finalmente cair.

Famílias dos passageiros observam destroços do avião da Lion Air que caiu na Indonésia, em 31 de outubro — Foto: Beawiharta/ ReutersFamílias dos passageiros observam destroços do avião da Lion Air que caiu na Indonésia, em 31 de outubro — Foto: Beawiharta/ Reuters

Famílias dos passageiros observam destroços do avião da Lion Air que caiu na Indonésia, em 31 de outubro — Foto: Beawiharta/ Reuters

A Boeing afirma que os passos apropriados para sair de uma ativação incorreta do sistema já estavam em manuais de voo, e por isso não havia necessidade de detalhar este sistema específico no novo jato 737.

Em um comunicado divulgado na terça-feira, a empresa informou que não poderia discutir o acidente enquanto ele ainda está sob investigação, mas reiterou que “a resposta apropriada da tripulação de voo ao desequilíbrio (do nariz) não comandado, independentemente da causa, está contida nos procedimentos existentes”.

De acordo com o chefe do subcomitê que investiga o acidente pelo Comitê Nacional Indonésio de Segurança de Transporte, Nurcahyo Utomo, o sistema M.C.A.S. havia sido ativado no avião e é parte central da investigação.

Parentes de passageiros que estavam no avião da Lion Air que caiu na Indonésia choram no aeroporto de Pangkal Pinang, em 27 de outubro — Foto: Antara Foto/Hadi Sutrisno via ReutersParentes de passageiros que estavam no avião da Lion Air que caiu na Indonésia choram no aeroporto de Pangkal Pinang, em 27 de outubro — Foto: Antara Foto/Hadi Sutrisno via Reuters

Parentes de passageiros que estavam no avião da Lion Air que caiu na Indonésia choram no aeroporto de Pangkal Pinang, em 27 de outubro — Foto: Antara Foto/Hadi Sutrisno via Reuters

Dúvidas

O avião que caiu tinha apresentado problemas técnicos na véspera, durante um voo de Denpasar, na ilha de Bali, para Jacarta. Na ocasião, a discrepância de ângulo entre os dois sensores foi de 20 graus, a mesma registrada no voo que caiu, segundo o capitão Nurcahyo.

Um dos sensores foi substituído entre os dois voos, mas porque o erro continuou sendo registrado ainda é um dos pontos que estão sendo investigados. De acordo com o chefe do subcomitê, também falta esclarecer porque um avião que teve problemas foi autorizado a voar novamente em tão pouco tempo.

Os investigadores também não recuperaram ainda o gravador de vozes da cabine de comando, que pode fornecer mais informações sobre as medidas tomadas pelos pilotos e se eles seguiram os procedimentos corretos. Além disso, pode explicar porque o piloto entregou o controle do avião ao co-piloto pouco antes do mergulho final.

Fonte: G1

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