vítimas do Ninho do Urubu

vítimas do Ninho do Urubu
De acordo com informações divulgadas pelo GloboEsporte.com, a reunião entre as famílias das vítimas do Ninho do Urubu e o Flamengo terminou sem acordo.
A reunião foi realizada no Tribunal de Justiça, na tarde desta quinta (21), para resolver sobre as indenizações que serão feitas para as famílias dos garotos que morreram no incêndio do Ninho do Urubu, no último dia 08, o Flamengo e os familiares não chegaram a nenhum tipo de acordo.

Segundo o que foi apurado pelo GloboEsporte.com, os pais e mães dos garotos saíram totalmente revoltados com a postura do clube, alegando que o Flamengo não está dando todo o apoio que foi falado. O presidente Rodolfo Landim não compareceu à audiência, que foi questionado por todos os familiares.

Pai do goleiro Cristian, uma das vítimas do incêndio, disse que a atitude do Flamengo é uma falta de respeito com as famílias e que todos estão totalmente desamparados.

“Eles estão brincando com a vida dos nossos filhos, queria saber se não são pais, pelo que estão fazendo com a gente, a tortura que o Flamengo está fazendo conosco. Não definiu nada, estamos aqui como bobos, palhaços. Fomos desamparados por todos, não nos sentimos acolhidos por ninguém, principalmente pelo Flamengo. Eles não têm resposta para nós, familiares. Não foi falado nada”

O Ministério Público fez uma proposta de R$ 2 milhões e R$ 10 mil mensais até 45 anos, de indenização e o Flamengo não aceitou e revelou outros valores: R$300 a R$400 mil por vítima, além de um salário mínimo pelos próximos dez anos.

“Não houve mediação. A gente pediu para que o Flamengo fizesse uma proposta e vieram com valores pífios. Valores que não satisfizeram as familiares. Não há ninguém do Flamengo aqui que decida. Onde está presidente? Será que ele tinha algo mais importante para fazer? É uma falta de respeito. Peço a todos os torcedores que vão estádio e que tem mandado mensagens para nós que reflitam o que o time que eles torcem está fazendo com a gente. Isso não se faz nem com cachorro. Não houve negociação. Qualquer tipo de negociação está encerrada”, disse Danrlei Pisetta, pai do goleiro Bernardo.

Famílias encerram mediação com o Flamengo: ‘Estão brincando com a vida dos nossos filhos

Horas depois do desembargador Cesar Cury, presidente do Núcleo Permanente de Métodos Consensuais de Solução de Conflitos, mostrar confiança em uma resolução rápida do processo de mediação entre as famílias da vítima do incêndio do Ninho do Urubu, os familiares deixaram o Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro indignados e com críticas à postura do Flamengo no encontro.

vítimas do Ninho do Urubu
O pai do goleiro Christian Esmério, de 15 anos – uma das vítimas do incêndio que atingiu o alojamento das divisões de base no CT George Helal -, desabafou, disse que não houve adesão das famílias à proposta apresentada pelo clube e fez críticas, afirmando que o Flamengo não “tem respostas para as famílias”.

– – Eles estão brincando com as vidas dos nossos filhos. Queria saber se eles não foram pais, não são pais para entender o que eles estão fazendo com a gente. Para entender a tortura que eles estão fazendo com nós – disse Crstiano, o pai de Christian Esmério, visivelmente emocionado, antes de completar:

– Não definimos nada. Não teve adesão, viemos aqui como bobos e palhaços. Estamos desamparados por todos, não nos sentimos acolhidos por ninguém, principalmente pelo Flamengo. Eles não têm respostas para nós, familiares. Eles não sabem de nada.- finalizou.

A defensora pública Cintia Guedes também atendeu a imprensa na saída do Tribunal de Justiça. Na sua visão, o clube “está mal orientado” e que a oferta não chegou à “metade do que as pessoas esperam”. Cintia ainda explicou como foi a condução da negociação, que terminou sendo encerrada pelos familiares.

– As famílias disseram que estavam dispostas a ouvir e participaram da mediação. O Flamengo fez uma proposta que não foi aceita pela família. Todas as famílias não aceitaram e fizeram uma contraproposta. O Flamengo não aceitou e as famílias decidiram encerrar o processo de negociação – afirmou.

Rodrigo Dunshee, vice-presidente geral e jurídico, e o diretor Bernanrdo Accioly representaram o clube da Gávea na audiência do processo de mediação, que foi instaurado a pedido do Flamengo, mas deixaram o local sem atender aos jornalistas. O clube ainda não se manifestou sobre o encontro desta quinta.

Sem um acordo entre Flamengo e familiares, o caminho é´um processo judicial. De acordo com Marília, mãe de Arthur Vinícius, de 15 anos, os familiares irão se reunir para discutir o próximo passo. Ela pediu “pouco de respeito e dignidade”, lembrando que o dinheiro não trará os jovens de volta.

Vamos nos reunir e conversar para vermos o que vamos fazer. Estamos nos fortalecendo a cada dia. O que pensamos, o que queremos… Nenhum dinheiro vai trazer nossos filhos de volta. Mas temos que ter um pouco de respeito, de dignidade. Não foi fácil, não. Lutei com o meu filho ali quase dois anos. Lutaria de novo, com todas dificuldades, e agora? Queríamos ter um pouco de respeito e dignidade.

Uélisson Cândido, pai de Pablo, de 14 anos, também falou na saída do Tribunal de Justiça e também falou que faltou respeito por parte do Flamengo.

– A torcida do Flamengo abraça o time, mas o presidente do Flamengo não teve coragem de abraçar os nossos filhos – disse Uelisson, antes de completar:

– Simplesmente faltaram com o respeito. Dinheiro nenhum paga a vida do meu filho. Não viemos atrás disso aqui. Viemos atrás de respeito, coisa que eles não tiveram.

Defensoria Pública revela valores de indenizações oferecidos pelo Flamengo às famílias de tragédia

vítimas do Ninho do Urubu
O valor das indenizações que o Flamengo deve pagar às famílias das vítimas da tragédia no Ninho do Urubu segue indefinido. Nesta quarta-feira (20), os familiares estiveram presentes na Defensoria Pública do Rio de Janeiro para explicar como tem sido as negociações.
Logo após a reunião, a procuradora do Ministério Público do Trabalho e integrante da Câmara de Conciliação, Danielle Cramer, deu entrevista coletiva para explicar a negociação. Segundo ela, o Flamengo ofereceu valores na casa dos R$300 a R$400 mil por vítima, além de um salário mínimo pelos próximos dez anos.

A pedida do Ministério Público, no entanto, é bem superior a esse valor. O órgão pediu R$2 milhões mais um salário mensal de R$10 mil até que as vítimas completassem 45 anos. Vale lembrar que a maioria tinha 15 anos. Ou seja, daria um total de R$38 milhões por família.

“Fizemos reunião com as famílias em que prestamos esclarecimentos dos trâmites e o resultado do insucesso das negociações. Nós tratamos de diversas questões. A quem faleceu, buscamos danos morais e também pensão mensal até os 45 anos, inicialmente era até 65. A intenção do clube era de no máximo dez anos de um salário mínimo por mês. O clube concordou com as obrigações, mas não chegamos a valores por nenhum acordo. A proposta oscilou conforme números de familiares envolvidos, mas na soma ficava em torno de R$ 300 a R$ 400 mil do Flamengo. A proposta da câmara era de R$ 2 milhões e R$ 10 mil mensais até 45 anos. Não houve acordo, não foi possível. Agora vamos passar para caminhos judiciais”, explicou Danielle.

famílias das vítimas do Ninho do Urubu

A procuradora também fez questão de rebater as comparações feitas pelo Flamengo dizendo que ofereceu um valor muito acima do habitual e que as indenizações da Boate Kiss até hoje não foram pagas.

“É uma situação absolutamente diferente: no Flamengo eram todos menores de idade, estavam alojados e eles prometeram às famílias cuidar de todos esses garotos. Na Boate Kiss, estavam em busca de entretenimento, era totalmente diferente. Agora vamos passar para caminhos judiciais. O Ministério Público do Trabalho, o Ministério Público e a Defensoria Pública vão propor ações cabíveis para indenizações. Podem ser ações coletivas, aquelas famílias que não quiserem aderir podem procurar advogados particulares ou até a Defensoria, que se dispôs a ajudar”, disse.

Em entrevista ao site Coluna do Flamengo, o vice-jurídico do Flamengo Rodrigo Dunshee tentou explicar a saída da reunião de mediação entre familiares das vítimas da tragédia do Ninho do Urubu e o clube. As famílias deixaram o encontro no Tribunal de Justiça, na tarde desta quinta (21), desoladas.
A reunião foi convocada para resolver sobre as indenizações que serão feitas para as famílias dos garotos que morreram no incêndio do Ninho do Urubu, no último dia 08, mas Flamengo e os familiares não chegaram a nenhum tipo de acordo.No meio do encontro, o vice-jurídico do Flamengo Rodrigo Dunshee saiu após 15 minutos.

Ao site Coluna do Flamengo, Dunshee afirmou apenas que já havia deixado claro que não poderia acompanhar o processo até o fim.

vítimas do Ninho do Urubu
“Além de ser vice-presidente jurídico e geral do Flamengo, eu tenho minha vida, meus afazeres. Mas tem várias frentes que eu tenho trabalhado em prol do Flamengo. Eu fui ao Ministério Público por conta própria. O clube contratou um advogado para representar, não era para eu ter ido. Mas eu entendi que tinha que ter alguém da diretoria do Flamengo presente. Então fui, fiz o meu discurso, prestei solidariedade. Quando eu estava falando, esclareci: “Eu vim aqui prestar solidariedade e recepcionar vocês, pois foram convidados por nós. Mas tenho compromissos”. Eu não sou o advogado desse processo. Eu fui prestar solidariedade às famílias junto com o desembargador, que também esteve presente, esclareceu como funcionava mas depois foi embora. Foi embora porque ele não é o responsável, não é mediador. Ele não é parte daquilo, assim como eu também não sou.”

Em seguida, o vice reconhece que sua postura acabou irritando os familiares e lembrou que ele não é responsável diretamente pelo processo, citando também o presidente Rodolfo Landim.

“Quanto aos que estão chateados, eu entendo. Mas eu prestei esclarecimento de forma clara, e ainda estendi um pouco mais (a participação). Depois que acabou essa parte de pré-mediação, eu fui embora. Não sou parte disso. O Landim também não foi porque ele não tem nada a ver com isso. A gente não é parte integrante da mediação. Ele está envolvido por ser presidente do clube, pois é quem vai assinar o cheque, pagar às famílias… eu expliquei isso na pré-mediação. A verdade é que o Flamengo tentou fazer o seu melhor, mas querem uma solução para ontem.

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Fonte: Msn

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